Blog do José Eudo


PROGRAMA TERREIRO DA FAZENDA COM JOSÉ EUDO

DE SEGUNDA-FEIRA À SÁBADO, TEM TERREIRO DA FAZENDA,COM JOSÉ EUDO,  NA SATÉLITE FM – 87,9 MHZ  -

RÁDIO COM QUALIDADE E PERSONALIDADE

 A NOSSA PROGRAMAÇÃO É ECLÉTICA , POPULAR , INFORMATIVA , CULTURAL E CIDADÃ....

A PARTIR DAS  05H  ABRINDO A PROGRAMAÇÃO :

O TERREIRO DA FAZENDAcom direito a música de abertura produzida pelo grande poeta, compositor e cantor potiguar zé barros....

O SHOW DE RÁDIO - O TERREIRO DA FAZENDA  - É VOLTADO PARA O RESGATE E VALORIZAÇÃO DA MÚSICA POPULAR NORDESTINA , OU SEJA,  O MAIS TRADICIONAL FORRÓ PÉ DE SERRA EM TODAS AS SUAS VERTENTES E EM TODAS AS ÉPOCAS DESDE LUIZ GONZAGA, JACKSON DO PANDEIRO, ARY LOBO , ABDIAS , CARMELIA ALVES , TRIO NORDESTINO, ETC  ATÉ OS DIAS ATUAIS.

E OS NOVOS TALENTOS QUE NÃO DEIXARAM A MANIFESTAÇÃO ESSENCIALMENTE NORDESTINA MORRER COM O DESAPARECIMENTO DO SEU MAIOR ÍCONE : LUIZ GONZAGA, O REI DO BAIÃO.

NO PROGRAMA PRODUZIDO E APRESENTADO POR JOSÉ EUDO DESTACAM-SE , TAMBÉM, OS MAIORES POETAS NORDESTINOS QUE DEFENDEM A ARTE DO IMPROVISO, DO REPENTE , DA VIOLA E DA CANÇÃO , DO ABOIO, DA EMBOLADA , DA DECLAMAÇÃO POÉTICA MATUTA, SEMPRE RETRATANDO A CULTURA, OS CUSTUMES , O JEITO DE SER E DE VIVER DO POVO NORDESTINO.

E AINDA TEM ESPAÇO  ESPECIAL PARA A INFORMAÇÃO  E  A PRESTAÇÃO DE SERVIÇO ...QUE INTERESSAM AO PÚBLICO OUVINTE OU INTERNAUTA MATINAL...

A ALEGRIA, O ALTO ASTRAL,  O OTIMISMO,  O ENTUSIAMO CONTAGIANTES  PARA MOTIVAR O TRABALHADOR E A TRABALHADORA, O CIDADÃO E A CIDADÃ , NO COMEÇO DE UM NOVO DIA ; SÃO CARACTERÍSTICAS DA COMUNICAÇÃO DESENVOLVIDA PELO APRESENTADOR JOSÉ EUDO.....O COMUNICADOR SORRISO DO RÁDIO !

OUVINTE OU INTERNAUTA ! LIGUE , SE LIGUE , ACESSE O NOSSO  SOM NO RÁDIO ! 87,9 NHZ , NO CELULAR, NA INTERNET  - NOSSO SITE: WWW.SATELITEFM.COM.BR  OU PELO TELEFONE  (84) 3218 8700.

 

CONTATO DIRETO COM JOSÉ EUDO, TAMBÉM , PODE SER FEITO PELO MURAL DE RECADOS DA SATÉLITE  OU BLOG DO JOSÉ EUDO ENDEREÇO: zeeudo.zip.net OU E-MAIL zeeudo@hotmail.com



Escrito por José Eudo às 11h54
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O RÁDIO ESTÁ DOENTE: E VOCÊ PODE TER CULPA NISSO

ARTIGO ESCRITO E PUBLICADO NO SITE: WWW.TUDORADIO.COM

AUTOR:

JOÃO CARLOS PRADO  – JOCA RADIALISTA LOCUTOR

ADMINISTRADOR DE EMPRESAS , CONSULTOR E PRODUTOR DE EMISSORAS .

EX-TRANSAMÉRICA , JOVEM PAN E 98 FM DE SANTOS\SP E EX-COORDENADOR ARTÍSTICO DA MANIA FM 89,7 - UBERLÃNDIA-MG – E-mail :jcplocutor@hotmail.com

 

“ Na sua boca eu viro fruta
Chupa que é de uva
Chupa, chupa
Chupa que é de uva...”
Chupa que é de Uva – Aviões do Forró.

“Senta que é de Menta, Senta que é de Menta
Tchaca Tchaca, Vuco - Vuco, Será que você agüenta ?

...
Hoje eu vou fazer um Big - Brother
Funk, Forró e Pagode
Lá Dentro do meu apê
Só eu e você
Vai ter BBB
Hoje a minha cama é um paredão, sem anjo, sem salvação
E eu já indiquei você
Vou botar pra descer, vou botar pra descer ...”
Senta que é de menta – Cavaleiros do Forró.

(*) Nada a comentar ... o meu estômago embrulhou ...


O RÁDIO ESTÁ DOENTE: E VOCÊ PODE TER CULPA NISSO

O assunto pode assustar, mas é sério. Tão sério quanto a primeira coluna que escrevi tempos atrás para este fantástico site sobre a crise nas FM’s aqui em Uberlândia/MG.  O que antes era algo quase irrelevante, hoje já movimenta inúmeras discussões entre profissionais e ouvintes da região.

Mas, aquilo que tinha apenas aspecto local, se juntou a um fenômeno nacional ( pra não dizer uma catástrofe ) de consequência altamente preocupante : estão matando o radio brasileiro.

O que antes era desconfiança, depois de algumas pesquisas realizadas e análises de outros especialistas em radiodifusão, passou ao efetivo temor que me fez assumir a postura de deixar o campo teológico de lado e partir para uma ação mais efetiva e contundente para cobrar responsabilidades de todos os setores envolvidos direta ou indiretamente nos destinos da radiodifusão brasileira.

É visível a queda de importância do radio no cotidiano das pessoas, seja pelo avanço da tecnologia, que deveria ser um aliado do radio e não um inimigo, quanto ao desinteresse cada vez maior do público pelos formatos uniformes e previsíveis atualmente executados, que buscam padronizar públicos distintos e excluir quem não se enquadrar nisto.

É hora de cada um assumir a sua responsabilidade, deixar o ego de lado e preservar um dos principais veículos que melhor representa e acompanha a sociedade brasileira.

Gravadoras: Antes, um divulgador e promotor de talentos variados. Hoje, em nome do controle de custos, resumem o casting a pouquíssimos artistas, todos devidamente batidos e misturados em liquidificador e distribuidos para rádios de mesmo formato ( algo cada vez mais comum ), e estrangulando outras que busquem outro segmento, tornando-se inviáveis.

Artistas: Com o tempo, acabam cada vez mais mansos e omissos como cordeiros frente às gravadoras, quando exigem inspiração artística, no mesmo ritmo de uma linha de produção, senão serão tratados como um “fora de linha”. E haja jabá nas rádios pra manter na prateleira produções de qualidade tão duvidosa. Não tem ouvinte que resista.

Mídia e Marketeiros: O rádio é a casa do artista. É lá que ele tem os primeiros contatos com o grande público. Mas hoje ele é o quintal da televisão e até da internet. Primeiro investe-se em qualquer fator polêmico e visual que desperte interesse comercial onde a questão musical torna-se meramente secundária. Vendeu na televisão e na rede? Toquem 10 vezes por dia no rádio.

Produtores musicais e de eventos: Cada vez mais os produtores musicais plastificam artistas promissores, apenas para enquadra-los “nos moldes do mercado” e serem a nova sensação de consumo no rádio, mesmo que isso sacrifique o seu talento. E dentro desta filosofia, os produtores de eventos  resolveram inverter os papéis e passaram a exercer influência e comando sobre muitas emissoras, provocando inúmeras ingerências e bobagens. Para estes a ordem é: Rádio é feita para fortalecer o evento , e não o contrário.

Proprietários : É difícil, para a maioria destes, entender que é dono de algo muito mais complexo do que um boteco. Existem dois públicos para atender, o consumidor e o anunciante , nesta ordem. E entre eles está a comunicação, o entretenimento, e muitos fatores emocionais que fogem do entendimento de quem só sabe enxergar cifrões. Ninguém, em sã consciência, liga um radio somente para ouvir os comerciais. Trabalham para ganhar muito dinheiro, mas ignoram que é no investimento no fator humano, e não na tecnologia pra cortar despesas com pessoal, que reside o sucesso de público , de mercado e financeiro.

Grandes Redes de Radio: Mesmo com a sua grande contribuição para o rádio na qualidade e na tecnologia, as grandes emissoras, principalmente as jovens, pecam ao subestimar a inteligência do seu público. Em tempos de independência e interatividade, onde cada vez mais usam o mp3 player e a internet, por que insistem no famoso e restrito formato “Top 40” ( até em flaskbacks ) ordenado pelas gravadoras para fazer a programação diária de uma rádio? A maioria dos hd’s caseiros possuem mais músicas do que isto. Acabam descartando e reciclando público rapidamente e demonstram que não sabem o que fazer com o público que conquistou ao longo dos anos. Identidade não tem idade.

Gerentes de emissoras: Nesta conjuntura, está mais fácil ver as rádios serem dirigidas por gerentes de supermercado do que por radialistas. Estes são responsáveis diretos pelo grande balcão de acordos comerciais e políticos que virou o rádio brasileiro.

Pasmem, mas é comum, nos tempos atuais, encontrar rádios que deixam de lado as ações básicas de proximidade  com o público e os anunciantes e usam como seu medidor de viabilidade econômica o público e o faturamento em shows promovidos pela emissora. Ficam tão perdidos e famintos por resultados à curto prazo que acabam construindo rádios desfiguradas, onde juram que são capazes de unificar públicos, gostos e bolsos tão heterogêneos, como se fosse uma grande gôndola de supermercado.  Aliás, qual é o problema em haver públicos diferentes? Se não tem foco em um público, como podem atingí-lo? 



Escrito por José Eudo às 11h16
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O RÁDIO ESTÁ DOENTE: E VOCÊ PODE TER CULPA NISSO

continuação do artigo:

Profissionais de Radio: Já fui testemunha disto e lí recentemente sobre o assunto: rádio vencedora é aquela que conta com profissionais de verdade que acreditam no formato e na proposta da emissora. Imagine o quanto é drástico para a credibilidade de uma empresa ter pessoas incapazes de passar confiança na qualidade do seu produto, como aquela recepcionista da rádio sintonizada em outra emissora enquanto trabalha ou então em casos mais bizarros, aquela viatura toda produzida, mas espalhando bem alto o som de outra rádio pelas ruas. Não tem meio termo: é demissão sumária.

Por essas e outras que o rádio e os radialistas dão demonstração de fraqueza e falta de seriedade.

Políticos: Responsáveis pela farra da distribuição de concessões de rádio, como se fossem doces em festa de São Cosme e Damião, principalmente no final dos anos 80 e início dos anos 90, mutilaram rádios AM, banalizaram e desvalorizaram a figura do profissional da área e deram outra conotação ao sentido da radiodifusão: valorizar a promoção política e tudo o que puder se aproveitar com isto, como os radiocandidatos, radiopastores, radiopromoters, radiocelebridades, radioportunistas e etc...

Geração Ctrl C + Ctrl V: Estes são mais vítimas do que protagonistas do problema. Em tempos onde ler, pensar e se comunicar parecem ser atos que exigem muito esforço e concentração, surge uma geração que não conhece a importancia do rádio. Para estes, qualquer locução atrapalha, e preferem o dinamismo, a energia e a capacidade de comunicação do seu mp3 player. O que é mais fácil? Ligar o notebook, conectar-se à internet paga e acessar a sua página favorita ou sintonizar um rádio?  E cadê as rádios FM para eles ouvirem ?  Mas é esta acomodação que traquiliza os que levam o rádio brasileiro para o buraco.

Se você, que está lendo esta coluna, se sentir dentro de uma destas categorias, não perca o seu tempo se sentindo ofendido; o rádio é mais importante do que qualquer ego ferido. Pense, reflita e discuta o assunto. A sua ajuda é decisiva se quiser realmente contar com o rádio como algo prazeroso, viável e duradouro.

Mas se você estiver do lado de fora de tudo isto, ainda sim estará no lugar mais importante: o de ouvinte. E é por você que devemos dar sentido à existência deste veículo maravilhoso: exercer a comunicação para sermos cada vez mais humanos.

E por falar em humanismo no rádio, um grande abraço para o nosso colega  Flávio Siqueira, que soube tratar muito bem sobre este assunto quando foi entrevistado no Programa do Jô.
  
Vida longa ao rádio. Sempre.



Escrito por José Eudo às 11h14
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